terça-feira, 23 de agosto de 2016

Visita a FLONA e atividades nos rios Araguari e Falsino

Em agosto de 2016 a equipe do LECoV esteve novamente na FLONA-AP e entorno, realizando o trabalho de censo em barco motorizado em busca de vertebrados de médio e grande porte.
Equipe do LECoV em trabalho de campo na FLONA-AP em Agosto de 2016. Alvino, Priscila, Fernanda, Suenny e Julia (da esquerda para a direita). Maria, a macaca-aranha (em cima da placa).
Nesse trabalho, tivemos a oportunidade de visualizar vários tracajás tomando sol sobre as pedras que já começam a aparecer nos rios Falsino e Araguari.
Tracajá (Podocnemis unifilis) visualizada sobre pedra no Rio Araguari.
Também  conseguimos observar muitas tocas e até um indivíduo de Ariranha. Com a redução do nível dos rios, na época seca, as ariranhas se concentram mais no leito dos rios navegáveis. Dessa forma, a visualização das mesmas se torna mais frequente.
Ariranha (Pteronura brasiliensis) visualizada no Rio Araguari.
Nos próximos dias estaremos continuando o trabalho nos rios e nos próximos meses estaremos concentrando esforços no monitoramento de ninhos de tracajás. A partir de setembro, as tracajás começam a depositar seus ovos nas praias dos rios Araguari e Falsino.

Acompanhem por aqui as novidades dos nossos estudos!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Publicação de egressa do LECoV sobre rede de colaborações cientificas na Amazonia

O LECoV acabou de publicar um artigo na revista PlosOne de autoria de Maria Celeste Salinero e Fernanda Michalski.
O artigo encontra-se disponível para download em http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0158413.

No artigo, a rede de colaborações cientificas na Amazonia nos estudos de 8 espécies de vertebrados aquáticos foi avaliada. Algumas instituições como INPA, UFPA e Instituto Mamiraua se destacaram como as que possuem maior rede de colaboradores nacionais e internacionais.

Não deixem de conferir o resultado do artigo, que pode ser baixado livremente!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

chuva e frutos na FLONA do Amapá



Entre os dias 03 e 10 de maio, a equipe do LECoV formada por os alunos de mestrado Victor Rodriguez e Omar Landázuri, e os assistentes de campo, e moradores da área, Cremilson e Cledinaldo Alves Marques, realizaram a terceira amostragem de frutos na grade do PPBIO na FLONA do Amapá. Esta é a primeira amostragem na época de chuva e faz parte do projeto de mestrado intitulado “Prevendo padrões espaciais e temporais na queda de frutos na FLONA do Amapá”. 

 Fotos mostrando Cledinaldo Alves, verificando as armadilhas de sementes (lado esquerda) e o processo de identificação de frutos na base da FLONA (Victor Rodriguez com um fruto de  parapará - Jacaranda copaia).


A coleta de frutos é feito com três métodos complementares: frutos frescos disponíveis no chão nas 30 parcelas permanentes, sementes e frutos caídos em 66 armadilhas de sementes distribuídas nos 25km2 da grade de PPBio e o contagem e ranking de quantidade de frutos nas trilhas a cada 250 m antes e depois das parcelas.

Encontraram-se resultados muito interessantes e contrastantes à produção de frutos na época de seca. Assim os resultados das identificações preliminares realizadas no campo, posteriormente validadas pelos botânicos da IEPA, mostram que as espécies mais abundantes foram Acapu (Vouacapoua americana), Ingá (Inga spp), Maçaranduba (Manilkara huberi), Breu (Protium sp), Piquiá (Caryocar villosum), Cumarú (Dipteryx odorata) e Quina do mato (Geissospermum sericeum).

Frutos identificados com nomes populares.



Os frutos coletados foram colocados em estufas da EMBRAPA para secagem por uma semana a 60°C.  Agora as amostras estão sendo pesadas com uma balança de alta precisão no laboratório de Toxicologia e Química farmacêutica na UNIFAP para o cálculo da produção de biomassa de frutos. 

Secagem (estufa na EMBRAPA AP) e pesagem (laboratório de Toxicologia e Química farmacêutica na UNIFAP) de frutos.


A seguinte coleta na época de chuva está programada iniciar a partir do dia 03 de Junho. Mais informação dos avanços do projeto em breve.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Outro ponto da Amazônia - Por Bayron Calle-Rendón

Há muito tempo tenho uma intrigante fascinação pela Amazônia, tudo em conjunto gera-me emoções: os rios, a floresta, os animais e suas pessoas, mas não acreditava que poderia estar em um lugar onde todos esses elementos se juntassem em um sítio tão perto onde o grande rio que desce dos Andes leva suas águas ao mar.
Viagem pelo Rio Araguari - Abril de 2016.
Desde minha chegada ao LECoV para fazer o doutorado em Biodiversidade Tropical as expectativas foram muitas, porque além de estar em um país novo (sou Colombiano), o trabalho que desenvolveria na FLONA significaria um novo ponto da Amazônia que não pensei conhecer tão cedo.
Floresta Amazônica na margem do Rio Araguari – Abril de 2016.
Uma vez na FLONA, minha primeira impressão foi que talvez seja fácil ver animais, como a anta (Tapirus terrestris) que uma tarde vimos no rio (vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=k38jcoyi-1Y); mas também, outra impressão menos animadora foi escutar os ribeirinhos falando que agora há menos peixes, e ver como a paisagem muda em escalas maiores devido às plantações de eucalipto e a uma nova hidrelétrica em funcionamento.
Atividade de pesca no Rio Araguari – Abril 2106. Alvino, nosso piloto e assistente de campo, "homem dos rios", nascido e criado as margens do Rio Araguari. 
Área de inundação pela nova hidrelétrica e plantações de eucalipto – Abril 2016.
Ao longo de quatro anos de idas e vindas à floresta, tenho que obter dados para realizar pesquisas com primatas neste ponto da Amazônia. Podem essas mudanças afetar suas populações?
Floresta Amazônica na margem do Rio Araguari em censos em barco motorizado – Abril 2016.
Continuará...