Com alegria divulgamos que o projeto "A onça-pintada como um ativo ambiental: compreendendo as interações com povos tradicionais e promovendo o desenvolvimento sustentável no Amapá" foi aprovado no edital Expedições Científicas da Iniciativa Amazônia+10.
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Foto de Onça-pintada obtida em armadilha fotográfica. |
O edital selecionou 22 projetos orçados em aproximadamente R$ 76 milhões (https://www.amazoniamaisdez.org.br/post/com-investimento-de-r-76-milh%C3%B5es-iniciativa-amaz%C3%B4nia-10-divulga-resultado-final-da-chamada-expedi%C3%A7).
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A Iniciativa Amazônia+10 divulgou o resultado final dos projetos aprovados em 02/12/2024. |
O nosso projeto conta com 17 pesquisadores doutores (16 de diversas instituições do Brasil e 1 da Guiana Francesa), 1 pesquisador colaborador do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade, diversos alunos de graduação e pós-graduação, 5 pescadores artesanais e 1 indígena Karipuna. Além do recurso disponibilizado pelo CNPq, o apoio de mais 5 FAPs (FAPEAP, FUNDECT, FAPESPA, FAPEG, FAPERGS) vai garantir o total necessário para a realização do projeto.
O projeto conta com pesquisadores das seguintes instituições:
* Universidade Federal do Amapá,
* Universidade Federal de Mato Grosso,
* Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,
* Universidade Federal do Pará,
* Universidade Federal de Goiás,
* Pontifícia Universidade Católica de Goiás,
* Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul,
* Universidade Federal de Viçosa,
* Universidade Federal do Paraná,
* Instituto Onça-Pintada,
* Instituto Pró-Carnívoros,
* Instituto Reprocon,
* Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade,
* Associação Kwata,
O projeto pretende obter dados da biodiversidade, sociobiodiversidade, dados genéticos e criação de biobanco de germoplasma de onças-pintadas em áreas costeiras do Amapá, ainda largamente desconhecidas, associadas ao uso de vertebrados de possível observação para estimular atividades de ecoturismo que visam permitir o desenvolvimento sustentável de comunidades tradicionais.
Além disso, a proposta pretende utilizar diversas metodologias como armadilhamento fotográfico, uso de drone com câmera térmica, coleiras de GPS, estudo genético, levantamento sanitário e biotecnologia reprodutivas, para conhecer a fundo a ecologia da onça-pintadas e suas presas, bem como seu comportamento na ilha costeira de Maracá e áreas continentais adjacentes. Com o conhecimento da riqueza da biodiversidade da região de estudo, será possível estimular a bioeconomia através do turismo ecológico, gerando outra fonte de renda para os pescadores artesanais e indígenas da região.
Acompanhem as atualizações do projeto por aqui e, em breve, no website que será desenvolvido especialmente para o projeto.